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Currículo

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Enrico Bianco (Roma, Itália 1918 - Rio de Janerio RJ 2013)

Enrico Bianco foi pintor, gravador, desenhista e ilustrador. Iniciou seus estudos com Maud Latour, em Roma, na década de 1930. No Rio de Janeiro, entre 1935 e 1937, estudou com Candido Portinari (1903-1962) no Instituto de Artes da Universidade do Distrito Federal (UDF). No ano seguinte, trabalhou com Portinari em diversas obras, destacando-se os murais do Ministério da Educação e Cultura (MEC), os painéis do Banco da Bahia e o edifício da ONU, entre outras. Em 1940, realizou sua primeira exposição individual no Copacabana Palace Hotel. Ilustrou a edição especial de Caçada de Esmeraldas, de Olavo Bilac (1865-1918), organizada por bibliófilos brasileiros, além do álbum de gravação do poema sinfônico Anhanguera, de Hekel Tavares, em 1951.

Um intelectual e dois artistas

Roma, 1935. Na vasta sala do velho casarão, o som de um piano transmite ao ambiente os acordes de um noturno de Chopin.

Sentado à mesa, um adolescente, nos seus 17 anos, mantém espalhados lápis coloridos, tintas e folhas com esboços de desenhos. Algumas pinturas vão tomando forma sobre alguns deles, inacabadas ainda, mas encaminhadas para a resolução, com a segurança de quem sabe o que está fazendo.

Ao lado, um senhor de meia idade confere os rascunhos de um texto que terminara há pouco e que espera colocar no correio antes do fim do dia.

O homem é Francesco Bianco, escritor e correspondente internacional do «Jornal do Brasil», do Rio de Janeiro. A pianista, sua mulher, é Maria Bianco-Lanzi que, além da virtuosidade e familiaridade com o teclado, é dotada de uma cultura invulgar.

O moço envolvido com as tintas é o filho dos dois, Enrico Bianco que, desde os seis anos de idade, incentivado pelos pais, vinha estudando desenho e pintura, tendo arrolados entre seus mestres alguns nomes conhecidos da arte italiana, como Deoclécio Redig de Campos, que chegou a diretor do Museu do Vaticano.

Agora, recebia aulas Dante Ricci, outrora professor da família real, não tão famoso, mas igualmente capaz e severo, passando ao aluno não só as técnicas mas sobretudo um conceito de rígida disciplina, necessária para quem deseje levar avante qualquer trabalho artístico.

O pai levanta-se e vai ao correio levar seu trabalho. O moço, que treinava pelo menos seis horas ao dia, fica imerso em seus afazeres. E o som do piano prossegue, iluminando o ambiente e inspirando o artista.

Obras