Cláudio Tozzi




Movimento
ast
2014 - 90 x 180
Certificado emitido pelo artista

Papagália
ast
- 40 x 40


Currículo Resumido

Claudio Tozzi (1944)

Claudio José Tozzi

Pintor.

É mestre em arquitetura pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAU/USP). Em suas primeiras obras, o artista revela a influência da arte pop, pelo uso de imagens retiradas dos meios de comunicação de massa, como na série de pinturas Bandido da Luz Vermelha (1967), na qual remete à linguagem das histórias em quadrinhos. O artista trabalha com temáticas políticas e urbanas, utilizando com freqüência novas técnicas em seus trabalhos, como a serigrafia. Em 1967, seu painel Guevara Vivo ou Morto, exposto no Salão Nacional de Arte Contemporânea, é destruído a machadadas por um grupo radical de extrema direita, sendo posteriormente restaurado pelo artista. Tozzi viaja a estudos para a Europa em 1969. A partir dessa data, seus trabalhos revelam uma maior preocupação com a elaboração formal e perdem o caráter panfletário que os caracterizava. Começa a desenvolver pesquisas cromáticas na década de 1970. Nos anos 80, sua produção abre-se a novas temáticas figurativas, como é possível observar nas séries dos papagaios e dos coqueirais. Apresenta também a tendência à geometrização das formas. Na realização dos quadros utiliza um rolo de borracha de superfície reticulada, o que agrega novos aspectos às suas obras, como textura e volumetria. Passa a realizar trabalhos abstratos, nos quais explora efeitos luminosos e cromáticos. Cria painéis para espaços públicos de São Paulo, como Zebra, colocado na lateral de um prédio da Praça da República e outros ainda na Estação Sé do Metrô, em 1979, na Estação Barra Funda do Metrô, em 1989, no edifício da Cultura Inglesa, em 1995 e no Rio de Janeiro, na Estação Maracanã do Metrô Rio, em 1998.Claudio Tozzi inicia a carreira como artista gráfico. Vence o concurso de cartazes para o 11º Salão Paulista de Arte Moderna, ocorrido em 1962. Em 1963, começa o curso de arquitetura, concluído em 1968, na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo - FAU/USP. Na época, pinta muito. Em seus trabalhos são encontrados símbolos da sociedade de consumo, que aparecem como imagens ou objetos. Utiliza sinais de trânsito, bandeiras, letreiros, peças publicitárias e histórias em quadrinhos, retira-os de seu contexto e atribui-lhes novos sentidos. É influenciado por Sérgio Ferro (1938), Flávio Império (1935-1985) e Maurício Nogueira Lima(1930-1999), em cujas obras se percebe a convergência entre a cartazística soviética, as vertentes construtivas e o vocabulário pop com finalidade política. Trabalhos como Usa e Abusa (1966) e Paz (1963) são característicos da época.

A partir de 1967, apropria-se de trechos de histórias em quadrinhos e lhes dá sentido crítico, sob a influência do artista norte-americano Roy Lichtenstein (1923-1997), e realiza as telas Até que Enfim (1967) e Bandido da Luz Vermelha (1967). Ao mesmo tempo, faz trabalhos explicitamente engajados, como Guevara Vivo ou Morto (1967) e A Prisão (1968). Alguns deles são mostrados em exposições importantes, como a 9a. Bienal Internacional de São Paulo, em 1967, e coletivas em Londres e Buenos Aires. Em 1969, passa da crítica social para a pesquisa de formas, sobretudo da disposição gráfica e impessoal das figuras. Dessa reflexão, nascem as séries Astronautas, Presilhas e Parafusos. O curador Fábio Magalhães afirma que "as diversas abordagens do parafuso correspondem a um processo de reflexão sobre as possibilidades gráficas e metafóricas de um mesmo tema".1 Em 1972, Tozzi realiza o painel Zebra, na praça da República, em São Paulo. Dois anos mais tarde, cria telas com materiais orgânicos, pigmentos e objetos distribuídos regularmente em caixas de acrílico. Algumas das obras são exibidas na mostra Cor/Pigmento/Luz, na Galeria Bonfiglioli, em São Paulo, em 1975. No ano seguinte, participa da Bienal de Veneza.

Ainda na década de 1970, cria trabalhos mais conceituais, em que alia a pintura ao uso de palavras, como em Dissociação das Cores (1974) e Colors (1975), e realiza paisagens em que a aplicação reticulada de tinta cria zonas de cor regulares. Em 1979, realiza o mural da estação Sé do metrô, em São Paulo. O trabalho dá origem à série de pinturas Colcha de Retalhos, feitas com padrões diferentes de cor. Na década de 1980, o procedimento gráfico de pintar é utilizado na realização de abstrações geométricas. Em 1989, é publicada uma monografia sobre seu trabalho, com texto de Fábio Magalhães. Dois anos depois, expõe na 21ª Bienal Internacional de São Paulo. Em 1993, apresenta individual no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM/RJ).

Exposições

1971 - São Paulo SP - Individual, na Galeria Ars Mobile
1975 - São Paulo SP - Individual, na Galeria Alberto Bonfiglioli
1977 - Recife PE - Individual, na Gatsby Arte
1977 - São Paulo SP - Individual, na Renato Magalhães Gouvêa - Escritório de Arte
1978 - Rio de Janeiro RJ - Individual, na EAV/Parque Lage
1979 - Ribeirão Preto SP - Individual, na Itaúgaleria  
1979 - São Paulo SP - Individual, no Itaú Cultural
1979 - São Paulo SP - Individual, na Renato Magalhães Gouvêa - Escritório de Arte
1980 - Brasília DF - Individual, na Galeria Oscar Seraphico
1980 - Recife PE - Individual, na Galeria Artespaço
1980 - Rio de Janeiro RJ - Individual, na Galeria Saramenha
1980 - São Paulo SP - Individual, no Itaú Cultural
1980 - São Paulo SP - Individual, na Galeria Alberto Bonfiglioli
1981 - Curitiba PR - Individual, na Momento Galeria Arte
1981 - Goiás GO - Individual, na Galeria Casa Grande
1981 - Porto Alegre RS - Individual, na Galeria Salamandra
1981 - Ribeirão Preto SP - Individual, na Galeria Jardim Contemporâneo
1981 - Rio de Janeiro RJ - Individual, na Galeria Bonino
1981 - Rio de Janeiro RJ - Individual, na Gravura Brasileira Galeria de Arte
1982 - Belo Horizonte MG - Individual, na Galeria Mandala
1982 - Brasília DF - Individual, na Galeria Oscar Seraphico
1982 - São Carlos SP - Individual, no Itaú
1982 - São Paulo SP - Individual, na Galeria Paulo Figueiredo
1982 - São Paulo SP - Individual, no Auditório Campos do Jordão
1983 - Recife PE - Individual, na Galeria Artespaço
1983 - Rio de Janeiro RJ - Individual, na Galeria Saramenha
1983 - São Paulo SP - Individual, na Galeria São Paulo
1984 - Salvador BA - Individual, na Galeria de Arte Cavalete
1984 - São Paulo SP - Individual, na Galeria de Arte São Paulo
1985 - Recife PE - Individual, na Galeria Artespaço
1985 - São Bernardo do Campo SP - Individual, no Centro Cultural
1985 - São Paulo SP - Individual, na Mônica Filgueiras Galeria de Arte
1986 - Belém PA - Individual, na Galeria Elf
1986 - Belo Horizonte MG - Individual, na Galeria e Escola de Arte Gesto Gráfico
1986 - Cuiabá MT - Individual, na Galeria Artcom
1986 - Nova York (Estados Unidos) - Individual, no Art Studio
1986 - São Paulo SP - Individual, na Galeria Montesanti Roesler
1986 - Rio de Janeiro RJ - Individual, na Galeria Montesanti Roesler
1987 - Campinas SP - Individual, na Galeria Croqui
1987 - Jundiaí SP - Individual, no Museu Histórico de Jundiaí
1987 - Recife PE - Individual, na Galeria Artespaço
1987 - Ribeirão Preto SP - Individual, no Jardim Contemporâneo
1988 - Brasília DF - Individual, na La Galleria
1988 - Salvador BA - Individual, na Prova do Artista Galeria de Arte
1988 - São Paulo SP - Individual, na Galeria Montesanti Roesler
1988 - Rio de Janeiro RJ - Individual, na Galeria Montesanti Roesler
1991 - Campinas SP - Individual, na Galeria Croqui
1993 - Rio de Janeiro RJ - Individual, no MAM/RJ
1993 - São Paulo SP - Individual, no Museu da Casa Brasileira
1995 - Campinas SP - Individual, na Galeria D do Centro Cultural de Campinas
1995 - Cuiabá MT - Individual, na Só Vi Arte Galeria
1996 - São Paulo SP - Uma Linha, no Espaço Cultural do Clube Monte Líbano
1997 - Rio de Janeiro RJ - Individual, na Galeria Coletânea
1997 - São Paulo SP - Individual, na Hot Hat Design Estúdio E27
1997 - Uberlândia MG - Individual, na Galeria Nasser
1998 - Rio de Janeiro RJ - Individual, no Ibeu
1998 - São José dos Campos SP - Individual, no Centro Cultural de São José dos Campos
1998 - São Paulo SP - Geometrias do Tempo, na Galeria de Arte São Paulo
2002 - Rio de Janeiro RJ - Arte em Campo, no Centro Cultural da Justiça Federal
2002 - São Paulo SP - Claudio Tozzi: 22 pinturas e 3 objetos de 1963 a 2002, na Ricardo Camargo Galeria
2004 - Curitiba PR - O Processo em Construção, Casa Andrade Muricy

2004 - São Paulo SP - Individual, no Espaço Cultural BM&F 


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